O ano de 2026 não chega trazendo uma grande novidade isolada. Ele chega trazendo algo mais desconfortável: a confirmação de que o modelo de crescimento que sustentou marketing e vendas nos últimos anos se esgotou.
Estratégias que antes funcionavam quase por repetição, como: funis lineares, campanhas previsíveis, produção incessante de conteúdo mediano e uma dependência excessiva de mídia paga, agora entregam menos resultado, mesmo com mais investimento, mais ferramentas e mais dados disponíveis.
Esse descompasso entre esforço e retorno não é pontual. Ele revela um mercado que evoluiu em comportamento, tecnologia e expectativas, enquanto muitas empresas continuam operando com lógicas antigas.
O problema deixou de ser acesso a recursos e passou a ser incapacidade de reorganizar a operação de forma coerente com o novo cenário. Há mais plataformas, mais automações e mais dashboards do que nunca, mas menos clareza estratégica.
Os dados reforçam esse diagnóstico. Pesquisas recentes mostram que a maioria das empresas não conseguiu atingir suas metas de marketing em 2025, mesmo adotando inteligência artificial e novas tecnologias.
A contradição é evidente: ferramentas não faltam, mas elas operam de forma fragmentada, sem método, sem integração real com vendas e, principalmente, sem uma visão clara de impacto no negócio.
2026, portanto, não inaugura uma era de experimentação desenfreada, pelo contrário. Ele marca o início de um ciclo mais maduro, onde crescer exige abandonar velhos modelos operacionais e reconstruir a operação a partir de fundamentos mais sólidos.
As tendências que ganham força neste momento não são modismos; são respostas diretas a esse colapso silencioso dos modelos tradicionais. Por isso, vamos falar sobre elas neste artigo.
Tendências de Marketing e Vendas para 2026
Em 2026, o avanço do marketing e das vendas passa por três movimentos centrais que já estão em curso e tendem a se consolidar nos próximos anos.
O primeiro é a ascensão da inteligência artificial como infraestrutura estratégica, deixando de ser um recurso pontual para se tornar parte estrutural da operação e da tomada de decisão.
O segundo movimento está na transformação da busca. Com o crescimento das respostas generativas e do zero-click search, o SEO tradicional perde protagonismo e dá lugar a estratégias orientadas para IA, em que autoridade, clareza e consistência passam a ser determinantes para visibilidade e relevância.
O terceiro está na evolução do comercial, que se torna cada vez mais orientado por dados, CRM e automação. A intuição cede espaço à previsibilidade, e vendas passa a operar de forma mais integrada ao marketing, com decisões baseadas em análise, priorização e aprendizado contínuo.
A inteligência artificial em 2026
A primeira dessas tendências é a consolidação da inteligência artificial como infraestrutura estratégica. Durante muito tempo, a IA foi tratada como um acessório interessante, um diferencial pontual ou uma promessa futura.
Em 2026, ela deixa de ser um experimento e passa a ocupar o papel de base operacional. A pergunta relevante já não é “se” a empresa usa IA, mas “quanto” da sua operação é orientada por ela.
Essa mudança é profunda porque não diz respeito apenas à tecnologia, mas à forma como decisões são tomadas. A IA passa a influenciar desde a priorização de esforços até a análise de desempenho, reorganizando rotinas, fluxos e responsabilidades.
No marketing, ela deixa de ser apenas uma ferramenta de criação para se tornar um sistema de suporte estratégico, sugerindo caminhos, identificando padrões de comportamento e ajudando a traduzir objetivos de negócio em ações concretas.
No ciclo comercial, essa lógica se intensifica. A integração entre IA e CRM transforma dados históricos em previsões acionáveis. Leads deixam de ser tratados de forma homogênea e passam a ser priorizados com base em probabilidade real de conversão.
Gargalos do funil são identificados com mais precisão, mudanças de abordagem são testadas com menos risco e o discurso comercial se ajusta em tempo quase real ao comportamento do mercado.
O ponto central é que a vantagem competitiva não estará em substituir pessoas, mas em ampliar a capacidade humana de análise, foco e decisão. Empresas que estruturarem bem essa integração transformarão suas equipes em operadores estratégicos, capazes de extrair muito mais valor das mesmas ferramentas que hoje são usadas de forma superficial.
SEO para IA e a mudança no comportamento de busca
O avanço das respostas generativas e o crescimento do zero-click search alteram completamente o papel do SEO. Em muitos casos, a decisão do usuário começa e termina na própria resposta da IA, sem que haja clique, visita ou navegação tradicional. Isso desloca o centro da estratégia de visibilidade.
Em 2026, otimizar conteúdo não é mais apenas uma questão de ranqueamento. Surge o GEO, ou Generative Engine Optimization, que exige uma abordagem mais profunda e editorial. Conteúdos precisam ser claros, semanticamente bem estruturados e, acima de tudo, confiáveis.
O objetivo deixa de ser aparecer no topo da busca e passa a ser reconhecido como referência pelos próprios sistemas que geram as respostas.
Produzir volume perde espaço para produzir autoridade. Textos superficiais, pensados apenas para palavras-chave, tornam-se irrelevantes em um ambiente onde sistemas generativos priorizam profundidade, contexto e consistência.
A construção de reputação passa a ser tão importante quanto a otimização técnica, e o marketing de conteúdo se aproxima cada vez mais de um papel estratégico dentro do negócio.
Vendas orientadas por dados
A terceira grande tendência fecha esse ciclo ao conectar marketing e vendas de forma mais científica.
Em 2026, operações comerciais orientadas por instinto perdem espaço para modelos baseados em dados, automação e previsibilidade. Funis deixam de ser estruturas fixas e passam a se comportar como sistemas vivos, ajustados continuamente conforme o comportamento do mercado.
Cadências se tornam dinâmicas, projeções deixam de ser estimativas subjetivas e decisões passam a ser justificadas por evidências. O CRM deixa de ser apenas um repositório de contatos e assume o papel fundamental na operação comercial, conectando histórico, comportamento, intenção e resultado.
A automação, quando bem aplicada, não engessa o processo; ela libera tempo para estratégia e relacionamento.
2026 não é sobre o novo
2026 é um convite à maturidade estratégica. Menos pressa em testar ferramentas, mais coragem para revisar processos. Menos apego a fórmulas antigas, mais disposição para questionar por que elas deixaram de entregar resultado.
A vantagem competitiva do próximo ciclo não estará na novidade, mas na capacidade de abandono consciente. Empresas que aceitarem essa ruptura e reconstruírem seus padrões com dados, método e clareza estratégica estarão melhor posicionadas para crescer em um mercado mais complexo, mais disputado e menos tolerante a improvisos.
No fim, 2026 deixa um recado direto: insistir nos velhos manuais é escolher a irrelevância. Evoluir exige repensar a estrutura, a lógica e a forma como decisões são tomadas. Não é uma mudança cosmética. É uma mudança de mentalidade. E ela já começou.
Se a sua empresa entende que crescimento sustentável não nasce de improviso, a AMarketing atua como parceira estratégica na construção desse novo modelo de marketing e vendas com método, dados e uma visão integrada entre tecnologia, conteúdo e comercial.
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